black friday

No início do ano, circulava um boato de que a Black Friday de 2019 ocorreria entre o fim de setembro e começo de outubro. A Black Friday poderia ter nova data porque centenas de varejistas brasileiros se uniram para tentar mudar o calendário de vendas. A alteração da data tem função clara: descolar as vendas da Black Friday das vendas do varejo para o Natal. Como as datas atuais são muito próximas, é comum que os consumidores esperem e aproveitem as promoções da data do varejo norte-americano para as compras dos presentes de fim de ano. Alguns setores do comércio acreditam que a Black Friday prejudica as vendas do Natal pois o consumidor entra na época natalina com a cabeça nos descontos, o que diminui muito o consumo. Como as datas são muito próximas, é muito comum que os clientes já cheguem exigindo descontos também de Natal.

Porém, neste ano de 2019, a Black Friday continua no fim de novembro: a Black Friday 2019 será no dia 29 de novembro. Como nos anos anteriores, a Black Friday 2019 no Brasil acontecerá na 4ª sexta-feira de novembro, um dia após o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. A Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico, entidade de associados que representa 90% do faturamento do setor, também se posicionou sobre o assunto, salientando que a alteração da data da Black Friday seria mais prejudicial do que benéfica para o e-commerce. Primeiramente porque a data ficaria diferente do restante do mundo, perdendo, assim, o apelo de marketing global. Em segundo lugar porque o ainda não recebimento do décimo terceiro salário poderia prejudicar as vendas da Black Friday. Outra questão, foi a não adesão dos varejistas eletrônicos a ideia de mudança, o que dividiria a Black Friday brasileira em duas datas: varejo físico em Setembro, e o varejo online em Novembro.

Mesmo sem a alteração da data, a projeções são otimistas: o comércio eletrônico deve faturar mais de R$ 2,5 bilhões durante a Black Friday 2019. As dez categorias mais desejadas pelo e-consumidor na Black Friday são:

  1. Eletrônicos
  2. Eletrodomésticos
  3. Smartphones
  4. Informática
  5. Moda e acessórios
  6. Cosméticos e perfumaria
  7. Casa e decoração
  8. Livros
  9. Brinquedos e games
  10. Esporte e Lazer

A Black Friday no Brasil é diferente da norte-americana onde consumidores se estapeiam por uma TV a 80% de desconto nas lojas físicas. “No Brasil, as grandes marcas não conseguem oferecer as ofertas, e os consumidores já entenderam que vão comprar com 20% ou 30% de desconto no máximo. Além disso, não dá para ter Black Friday só em um dia por aqui, mas sim praticamente todo o mês”, explicou Felipe Paniago, diretor de operações do Reclame AQUI que completou. “Isso não é ruim, pelo contrário. O consumidor brasileiro deu um jeito de a Black Friday dar certo”.

O monitoramento Reclame AQUI da Black Friday 2018 encerrou com 5.607 reclamações, que foram colhidas desde às 11h da última quarta-feira, dia 21, até as 23h59 desta sexta, dia oficial da Black Friday. O grande volume de reclamações veio acompanhado com o aumento de acessos histórico do site Reclame AQUI. Isto é, o consumidor veio preparado mais uma vez para pesquisar antes de comprar. “O brasileiro já entendeu a dinâmica da Black Friday depois de algumas edições decepcionantes. Quem quer comprar, pesquisa mais, arrisca menos e consegue aproveitar as ofertas”, analisou o diretor de operações do Reclame AQUI, Felipe Paniago.

E para acompanhar este consumidor mais exigente, as empresas têm antecipado suas ofertas para conseguir atender o cliente que começou cedo a pesquisar. Enquete Reclame AQUI realizada uma semana antes da Black Friday com 7,9 mil usuários do site descobriu que 69,7% dos consumidores já haviam percebido que as empresas anteciparam suas promoções e, mais que isso, quase 30% já pretendiam comprar antes mesmo da data oficial da Black Friday.

black friday 2019

O Reclame Aqui fez um monitoramento da Black Friday entre 11h de quarta-feira (21) e 23h59 de sexta-feira (23). Foram 5.607 queixas no total, e boa parte disso se refere a cinco empresas: Americanas.com, Casas Bahia (online), Netshoes, Magazine Luiza (online) e iFood.

Reclamações nas Black Fridays Anteriores

A credibilidade da data é outro ponto que está crescendo ao longo dos anos. Conforme levantamento, o número de pessoas que não pretendem comprar durante a Black Friday – por não confiar que existam descontos de fato, diminuiu de 38% em 2017 para 35%. Para 39% dos consumidores, confiança na marca é determinante na escolha, seguido de menor prazo de entrega, citado por 28% das pessoas.

O número de queixas caiu nas edições de 2015 e 2016 da Black Friday Brasil mas aumentou na edição de 2017. De acordo com balanço do site Reclame Aqui, após o recorde de reclamações na edição de 2014 da Black Friday, houve queda de 63% em 2015 e de 34% em 2016, ambos na comparação com o ano anterior. Já em 2017 passado foram 3.503 reclamações, aumento de 17% em relação a 2016. O Reclame Aqui monitora as reclamações entre as 18h da quinta-feira até a meia-noite da sexta-feira da Black Friday.

reclamacoes black friday 2019

Ano passado o número de reclamações foi de 5.607 das 11h do dia 21 (quarta) às 23h59 do dia 23 (sexta) e de 4.208 das 18h do dia 22 (quinta) até as 23h59 do dia 23. Nesse último caso, o aumento no número de reclamações em relação ao mesmo período do anterior foi de 20,1%.

Para o Reclame Aqui, a queda nas reclamações em 2015 e 2016 mostrou a baixa aderência à Black Friday, com a cautela do consumidor em tempos de crise. “A Black Friday de 2015 explica um cenário de atenção no mercado brasileiro, que deixou a data passar quase que despercebida. No ano da crise, os consumidores não foram fisgados pelas campanhas das empresas”, explicou a empresa. Com o país enfrentando ainda a crise econômica, a cautela para gastar continuou em 2016. No ano passado, o consumidor pesquisou mais e reclamou menos. Segundo o Reclame Aqui, as pesquisas para consultar a reputação das empresas no site cresceram 26% durante a Black Friday de 2016. E o número de reclamações foi um terço a menos que em 2015, totalizando 2,9 mil.

E quanto aos motivos de reclamação, isso não mudou muito em relação aos anos anteriores. As lojas continuam fazendo propaganda enganosa e maquiagem de preço (14,2% das queixas), inflando valores antes da Black Friday para oferecer “desconto” durante o evento. Os outros principais motivos foram divergência de valores e problemas na finalização da compra, empatados com 7,6%. Veja as principais queixas dos consumidores na Black Friday ano a ano:

2015

  • Propaganda enganosa
  • Problemas para finalizar a compra
  • Divergência de valores

2016

  • Propaganda enganosa
  • Divergência de valores
  • Problemas para finalizar a compra
  • Produto indisponível
  • Promoção

2017

  • Propaganda enganosa (13,5%)
  • Problemas na finalização da compra (9,6%)
  • Divergência de valores (8,8%)
  • Produto indisponível (3,8%)
  • Promoção (3,6%)

2018

  • Propaganda enganosa (14,2%)
  • Divergência de valores (7,6%)
  • Problemas na finalização da compra (7,6%)
  • Atraso na entrega (3,9%)
  • Estorno de valor pago (3%)

O Reclame Aqui também fez o levantamento dos produtos mais reclamados.

  1. Smartphone e celular (11,6%)
  2. TV (5,3%)
  3. Passagem aérea (4,7%)
  4. Tênis (3,6%)
  5. Cartão de crédito (2,9%)

Black Friday Inédita em 2019!

A Black Friday surgiu no EUA e lá o evento sempre foi voltado para as lojas físicas. Aqui no Brasil o foco sempre foi nas vendas online. Em 2019 o evento será inédito. Pela primeira vez as compras feitas em lojas físicas devem se igualar às realizadas pela internet. É o que revela dados de uma pesquisa da Provokers encomendada pelo Google, com 1.000 pessoas de todo o Brasil.

“Estamos bem surpresos e felizes com esse dado. Já falamos sobre o equilíbrio entre o online e offline e a tendência é efetivamente do consumidor omnichannel”, afirma Gleidys Salvanha, diretora de negócios para varejo do Google Brasil.

Segundo a pesquisa, o consumidor que compra online e no físico chegará a 25% do total, contra 7% no ano passado. A compra, segundo o Google, começa com uma pesquisa na internet. Dois em cada três brasileiros pesquisa on-line antes de comprar na loja física. Só 27% dos compradores decidiram onde comprar na hora, enquanto 74% tinham ideia ou certeza de qual loja comprar antes.

Mesmo para aqueles que realizam a compra pela internet, as lojas físicas ficam cada vez mais importantes. A modalidade de entrega Retire na Loja é o grande diferencial e 39% dos brasileiros consideram que a opção como muito importante na hora de decidir a loja na Black Friday. Além disso, 24% dos compradores do evento esse ano esperam usar essa forma de entrega para suas compras on-line.

Para o consumidor, essa modalidade elimina o custo de frete e o tempo de entrega, um dos grandes problemas no período de compras da Black Friday. Uma das iniciativas do Google para expandir a multicanalidade de uma loja é mostrar o estoque das lojas físicas em uma pesquisa feita pelo Google shopping, canal de compras do buscador. Quando um varejista faz a integração de seus estoques das lojas físicas com os sistemas do Google, pode até oferecer promoções mais assertivas para os consumidores.

Além disso, a expansão da Black Friday no meio físico pode impulsionar o crescimento da data. O comércio online no país ainda é muito pequeno, cerca de menos de 5% do total de vendas. Então, com uma chegada mais forte da Black Friday nas lojas físicas, o potencial de crescimento é ainda maior.

9 thoughts on “Quando Será a Black Friday?

  1. Não compro mais em casas Bahia, tive um problema comprei no cartão e não veio a mercadora e não tinha estoque. Gaston, Paquetá, Marisa foram lojas que comprei com um bom desconto.

  2. Nesta black Friday 2019 quero comprar alguma coisa, mas só se tiver realmente barato. Nas últimas foi só enganação.

  3. Para os consumidores mais uma data para compras com preços baixos seria ótimo, mas, sinceramente, acho que o consumidor vai procurar preços baixos em dezembro também. Se a galera do ecommerce continuar com essa abordagem de preços baixos acho que as lojas físicas estão com os dias contados aqui no Brasil porque a diferença de preço está absurda em muitos casos.

  4. A pior loja de site virtual pra mim é a Americanas …. Comprei um armário de cozinha e a fornecedora é a Madeira e Madeira …..que dor de cabeça essas duas me causaram !!! Pedi quatro reposições de portas porque todas vieram com defeitos.

  5. Tem que cuidar muito onde se vai comprar, no brasil a ”black fraude” corre solta, muitas lojas enganam seus clientes.

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